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Swing – mais que prazer: experiência, diversão e descoberta

Flagrar o ser humano em suas expressões mais diferenciadas não é só um gracioso prazer, mas também uma forma de autoconhecimento.

Por Peter Leal, antropólogo.

Ao vermos pessoas em uma guerra sentimos seu medo e sua tensão. Ao ver um grupo meditando, ou uma festa de fim de ano, ou alguém vibrando por uma vitória, algo em nós participa daquilo.

De mesmo modo, mergulhamos nas sensações intensas despertadas nesse oásis de experiências que é uma casa de swing.

Observando os outros e a nós mesmos nesse contexto tão diferenciado, encontramos “peças raras” do grande quebra-cabeças que compõe aquilo de nós, que é misterioso a nós mesmos. Em especial no campo do erotismo e do prazer, temas que preenchem o lugar.

“Como eu agiria em tal situação?”. Muita gente é confiante da resposta, mas pode se surpreender ao descobrir algumas coisas na prática!

Não se conhece essas “salas secretas” de si até estar ali e saber como realmente se vai sentir, pensar e agir. E posso garantir: independente do que escolher fazer ou não fazer, você fará descobertas!

Estará no mesmo contexto, ambiente e às vezes a 1 palmo de distância daquilo que decidir observar ou interagir. É imersão suficiente, e com todos os sentidos envolvidos, para ir além de qualquer “teoria” sobre como você acha que seria nessa situação...

Além disso há um diferencial: muitos condicionamentos da moralidade tradicional relacionados ao sexo são suspensos, enquanto se está ali. De verdade, e o melhor: sem que isso ocorra de forma radical ou mesmo desconfortável.

Tudo ocorre de maneira muito natural e não invasiva, por duas razões.

Primeiro, há regras claras e tranquilas sobre comportamento em relação a outras pessoas e casais.

Há mais respeito numa casa de swing do que em muitos outros lugares públicos.

É mais fácil uma mulher ou um casal passarem por uma situação constrangedora em um bar, boate ou danceteria comuns do que em uma casa de swing!

Ninguém vai tocar em você ou na pessoa que estiver com você sem permissão expressa. Sem esbarrões de intenção dúbia. Nada de abordagens vulgares ou desrespeitosas. Tudo é feito de forma gentil e inclusive sutil, a partir do contexto que a conversa permitir.

O segundo ponto é que há pelo menos três níveis de intimidade e manifestação do erotismo, relacionados aos ambientes da casa, que são previamente apresentados em detalhes pela anfitriã.

No ambiente mais leve, no geral, tudo funciona como um bar e danceteria comum. As pessoas podem conversar e observar os shows eróticos que ocorrem. Há sofás coletivos e mesas individuais.

No ambiente intermediário, você verá casais interagindo de forma mais intensa, geralmente entre si mesmos. Beijando na boca e amassos, nos sofás e mezanino.

Já nas cabines, é onde cada um faz o que quer explicitamente, incluindo mais de um casal, ou duas mulheres e um homem e vice-versa (às vezes o parceiro ou parceira em um casal prefere observar, sem interagir diretamente, etc). Tudo que é consensual, é permitido.

Mesmo nas cabines (pequenos quartos) há de níveis de exposição: há as mais escuras; as que são fechadas com pequenas cortinas; as que permitem que pessoas de fora vejam, etc.

E finalmente as mais explícitas, os “aquários”: camas onde dois ou mais casais são observados por todos, de frente para outros quartos do mesmo estilo, separados por um vidro transparente. Nos “aquários” outros casais podem ficar em pé simplesmente observando, se beijando, se amassando... o erotismo é incrivelmente contagiante.

Por último, é importante dizer que todos os ambientes contam com seguranças da casa, para assegurar a tranquilidade de todos e que as regras sejam cumpridas.

É muito interessante perceber como os contextos produzem seus padrões de comportamento.

O ambiente tanto “permite” que as pessoas se manifestem ali como realmente gostariam, como também cria seu padrão, onde as pessoas se sentem à vontade para se adaptar a ele ao perceber que se trata de um modo normal de todos agirem.

Há pessoas que certamente não são “daquele contexto”, mas quando estão ali, se adaptam dentro de suas escolhas (observar, interagir ou agir). Mesmo se retornam, não significa que sejam aquilo “o tempo todo”, mas que encontram ali um local e ocasião para se expressar daquele modo, sem julgamentos nem recriminações.

Eu RECOMENDO essa experiência aos mais diversos casais. Ninguém fará nada além do que quiser. E só a observação já valerá muito a pena, em muitos sentidos.

É uma experiência multiplamente interessante: entretenimento, conhecimento do ser humano, autoconhecimento, diversão, e se você quiser, prazer. Especialmente entre você e seu parceiro(a)!

Peter Leal é estudioso e apaixonado por antropologia, pela vida e pela humanidade.

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